PENTECOSTES

No Antigo Testamento encontramos três festas (Êxodo. 23.14-17; 34.18-23): a primeira é a Páscoa, a segunda é a Festa das Colheitas ou Semanas que, a partir do domínio Grego, recebeu o nome de Pentecostes; a terceira festa é a Festa dos Tabernáculos ou Cabanas.
A liturgia mais desenvolvida dessa festa encontra-se em Levítico 23.15-21. Porém, Deuteronômio 16.9-15 mostra uma outra liturgia que reflete um diferente período e, conseqüentemente, um novo ambiente de celebração.

Características da celebração
– A Festa que recebeu o nome de Pentecostes era alegre e solene (Dt 16.11);
– A celebração era dedicada exclusivamente a Javé (Dt 16.10);
– Era uma festa aberta para todos os produtores e seus familiares, os pobres, os levitas e os estrangeiros (Dt 16.11). Enfim, todo o povo apresentava-se diante de Deus. Reconhecia-se e afirmava-se o compromisso de fraternidade e a responsabilidade de promover os laços comunitários, além do povo hebreu;
– Agradecia a Deus pelo dom da terra e pelos estatutos divinos (Dt 15.12);
– Era uma “Santa Convocação”. Ninguém trabalhava (Lv 23.21);Era celebrado o ciclo da vida, reconhecendo que a Palavra de Deus estava na origem da vida ” da semente ” da árvore ” do fruto ” do alimento ” da vida…

Pentecostes não é o nome próprio da segunda festa do antigo calendário bíblico, no Antigo Testamento (Êxodo 23.14-17; 34.18-23).

Pentecostes é uma festa adotada pelo Cristianismo. Em primeiro lugar, a palavra festa (hag, no hebraico) significa fazer um círculo. Isso revela o sentido primitivo de festa, isto é, uma reunião comunitária (Êx 5.1). Nela, o povo celebrante reunia, especialmente, para estudar os textos sagrados que, mais tarde, viriam a ser a Bíblia. Em segundo lugar, o nome Pentecostes vem da língua Grega e significa cinqüenta dias depois, a saber, da festa da Páscoa. Originalmente, esta festa possuía três nomes hebraicos: festa das Semanas, festa das Colheitas ou Dia das Primícias. Estes três nomes revelam um pouco do conteúdo da festa: era agrícola e situada no período das colheitas. A troca de nome para Pentecostes deu-se a partir do período grego (333-63 anos antes de Cristo), quando a Grécia dominou culturalmente o mundo. O mais primitivo motivo desta festa foi gratidão a Deus pelo dom da terra. Posteriormente, o povo bíblico incorporou o motivo de gratidão pela doação da Torá (450 anos antes de Cristo). A Torá é a instrução divina por excelência, contida no Pentateuco (cinco primeiros livros da Bíblia). Provavelmente, a festa de Pentecostes, descrita em Atos dos Apóstolos 2, celebrava a doação da Torá. Os salmos 19 e 119 mostram que a manifestação do Espírito Santo está diretamente relacionada ao estudo da Torá.

Pelas estas razões, a igreja de hoje que deu o seu primeiro passo no Pentecostes, quando recebeu o Espírito Santo, não pode deixar de observar esta festa.
Celebremos o Pentecostes!
Ruimar Siqueira Lopes, Pr.

Adaptação do excelente estudo de autoria do Prof. Tércio Machado Siqueira, professor de Antigo Testamento.

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