CONVERSA DE PAI

Já era noite, bem tarde, e uma cena rouba a atenção:
era coisa do coração, coisa de pai.
Numa mesa, ele, o pai, duas meninas e a mãe,
o tempo passava e haja conversa de pai!
Ele contava histórias: modulava a voz, fazia pausas breves e pausas longas, parecia bobagem;
Ele mudava o semblante transfigurando-se de personagem a personagem…
Elas, as meninas, paradas, fascinadas, com os olhos grudados nele.
A mãe, quando tirava os olhos dele, olhava para as filhas, e havia na sua face um ar de contentamento, e haja conversa de pai!
Ao final, com palavras pausadas; ênfases dobradas e precedidas de suspiros contidos a história acabou.
Nada resistiu o poder daquela conversa, conversa de pai:
nem a televisão, nem internet e a sala de jogos ali bem perto.
Nada foi tão interessante, nada foi mais cativante do que aquela conversa de pai.
Como é preciosa uma conversa do pai! É como uma fonte que jamais se esgota.
Ainda hoje as conversas de meu pai jorram através das minhas lembranças, aquelas conversas ainda me falam, ainda me aconselham…
Quanto uma conversa de pai já mudou?
E quantos uma conversa de pai já salvou?
Uma conversa de pai pode começar com uma conversa de filho.
Converse com ele. Anda logo! Fale, telefone, escreva, mande um e-mail! Faça alguma coisa para ouvir a conversa dele.
Seja sábio!
Deus diz que o filho sábio ouve a conversa do pai.

Ruimar Siqueira Lopes, Pr.

* Dedico esta conversa a memória do meu pai, ao meu pai espiritual, Ap. Jesher Cardoso e a todos os pais.

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