A SÍNDROME DE FILHO ÓRFÃO

“Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes com temor, mas recebestes o espírito de adoção, pelo qual clamamos: Aba, Pai!” (Romanos 8:15)

A sensação de não ter um pai, no sentido espiritual, interfere na existência humana ao ponto de lhe tirar a paz. Jesus fez a sua obra entre nós, cujo sentido foi o de nos mostrar Deus oferecendo a todos sua paternidade. A falta de paternidade espiritual de Deus é o elemento de desequilíbrio do coração, da alma humana. Esta falta de paternidade está no homem e não em Deus. Consideremos alguns aspectos da nossa relação com Deus e de sua paternidade.

1. Os dissabores da vida não anulam a paternidade divina. Quando somos assolados por tribulações, temos a facilidade de ignorar ou considerar nula a paternidade de Deus. Torna-nos fácil pensar que Deus não se importa e que estamos órfãos, indefesos e sozinhos. Confusos e pressionados pelas circunstâncias, agimos como órfãos, mas isto não anula a realidade da paternidade de Deus. Quando nos consideramos órfãos estamos, em última análise, duvidando do caráter de Deus.

2. A nossa rebeldia nos desvia da paternidade divina. Não há coisa mais triste para um pai do que o espírito de rebeldia de um filho. Foi o estado de rebelião do coração humano que, pela desobediência, rompeu a relação de filhos de Deus. Não obstante esta situação, a paternidade de Deus está disponível a todos em Jesus Cristo. A parábola do filho pródigo, contada por Jesus, mostra-nos que a rebeldia do filho o levou para distante do pai, trazendo-lhe maléficas conseqüências na sua vida.

3. É somente através da intimidade com Deus que experimentamos a sua paternidade. A palavra utilizada pelo Apóstolo Paulo é um termo extraído do vocabulário de uma criança que tem muita intimidade com o seu pai. Paizinho é o sentido da palavra, próprio das relações de uma criança com o seu pai. Muitas pessoas consideram-se filhas de Deus, mas não expressam qualquer tipo de relacionamento com Deus. A intimidade com Deus é evidência de uma relação familiar, de filho com o pai.

4. Deus é um pai que está sempre ao lado do filho. A síndrome de filho órfão, não pode nos alcançar porque Jesus já nos deu status de filhos. Ao sermos adotados nos tornamos filhos com plenos direitos à herança. Se assim é, Deus, como um pai responsável, não nos desamparará, nunca. Ele é um pai presente, que está sempre ao nosso lado. Ele nos tirou da situação de escravos tornando-nos filhos.

Queridos. Muitas vezes somos assaltados pela sensação de abandono, mas não estamos sós. A personalidade de Deus estabelece a realidade de uma paternidade firme, disponível, amorosa e responsável.

Vivamos como filhos de Deus! Não somos órfãos! Não estamos indefesos! Temos um pai!

Ruimar Siqueira Lopes, Pr.

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