SETE SINTOMAS DE UMA FAMÍLIA EM RUÍNA


 Deus não criou nenhuma outra instituição humana, além da família e da igreja. A família foi a primeira e a igreja foi a segunda. As duas sempre foram alvos dos piores ataques espirituais durante toda a história, porque são de Deus e porque são de Deus, são vitais para a vida humana.

Vamos nos ater à família e nos perguntar pelas razões que a tem arrastado para tão triste decadência nos dias atuais. Queremos considerar apenas sete sintomas de uma família em ruína, os quais podem estar inter-relacionados ou alguns mais evidentes do que outros. Consideremos, brevemente, cada um deles:

 1º Instabilidade no relacionamento afetivo entre os pais – O casal ou os pais funcionam como o fiel da balança no lar. Quando o relacionamento interpessoal não vai bem, toda a família é contaminada, a começar pelos filhos que estão mais próximos chegando atingir outros membros da família mais distantes. Os pais são agentes reguladores da vida em família e isto inclui o relacionamento afetivo entre as pessoas. É de grande importância que o relacionamento entre os pais seja muito salutar, para que a vida no lar seja alegre, agradável e haja um clima de camaradagem, tolerância e muito amor.  A perspectiva de Deus para o casal é: “Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.” (Gênesis 2.24).

 2º Solidão em Família – A solidão em família não se caracteriza pelo distanciamento físico, nem pela falta de comunicação entre as pessoas, mas pela falta de relacionamento. A comunicação trata apenas de fazer as pessoas se entenderem, mas o relacionamento vai mais além, pois leva as pessoas a se doarem. Existem muitas casas cheias de pessoas, crianças, jovens e adultos solitários, pois cada um cuida de si, trata do seu interesse, prioriza o se “EU”, faz o seu programa. É mais fácil cuidar de tarefas e coisas, do que de dar atenção às pessoas. A atenção pelo outro cria uma atmosfera de unidade, companheirismo e não deixa espaço para a solidão. Uma pessoa bem acompanhada não desanimará facilmente, é o que diz a Palavra de Deus: “E, se alguém prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa.” (Eclesiastes 4.12).

 3º Egoísmo e Renúncia Tácita ao Pátrio Poder – Ninguém se considera uma pessoa egoísta, facilmente, principalmente os pais. O discurso é sempre aquele que diz fazer tudo pelos filhos ou os filhos em primeiro lugar. Mas a realidade, em muitos casos, é outra. Muitas crianças e adolescentes estão sofrendo, silenciosamente, pelo fato de verem, sempre, os seus pais priorizando os seus interesses pessoais. Também muitos adultos trazem em sua constituição pessoal marcas de terem soído deixados em segundo plano pelos pais em épocas de suas vidas em que tudo o que desejavam era mais atenção, afeto e tempo dos seus pais. Junto com esta situação e como uma conseqüência natural, muitos pais têm renunciado tacitamente ao pátrio poder, ou seja, tem disfarçadamente e sob diversas desculpas deixado que terceiros exerçam, sob outro nome, a paternidade sobre seus filhos, porque existem outros assuntos e outras questões para as quais os mesmos são imprescindíveis, e por isso mesmo, aceitam que não são imprescindíveis aos seus filhos e a família.

 4º Perda dos Valores e Crenças Essenciais à Família – Em função das pressões de natureza essencialmente espiritual que açoitam a família, nunca, em toda a sua história, a família esteve tão desgastada em seus pilares fundamentais. A perda dos valores e crenças essenciais à família tem tirado da mesma a capacidade de resistir as ondas de malignidades que surgem, uma após outra, nestes últimos tempos. A família procura em outras fontes estranhas sustento e direção e hoje o que vemos é a família, em geral, em ruínas e sem direção.  

 

5º Falta de Definição das Prioridades – Esta questão é de difícil prática, porque somos parte de uma sociedade apressada demais e que por isso mesmo, ou não se tem tempo para definir quais sãos as principais prioridades da vida ou quando se define se faz da forma errada. A ordem das coisas é invertida, porque os valores espirituais, éticos e morais também são invertidos.  O primeiro e o mais importante na vida pessoal e familiar é Deus. As famílias têm considerado Deus como a prioridade absoluta ou Ele sempre é deixado para depois? Cabe aos pais definir e estabelecer em suas vidas, e no seio familiar que Deus é o primeiro e tem primazia sobre todos e tudo que somos e temos. Quando Deus não está em primeiro lugar na vida individual e familiar, é como um carro sem direção e um barco sem leme, vai parar em qualquer lugar e produzir estragos. Urge, portanto que busquemos primeiramente o reino de Deus e as suas coisas, então, todas as demais coisas nos serão acrescentadas.

 6º Distância da Igreja do Senhor Jesus – A distância da igreja do Senhor Jesus Cristo é evidência de que Deus não é tão importante. Estar perto, em comunhão e amar a igreja de Jesus Cristo refletem como a pessoa está com Cristo, porque a igreja é o seu corpo e não é cabível estar perto do cabeça e longe do corpo. O melhor lugar para a família é na igreja. Há tempo para a obrigação (trabalho e estudo), há tempo para a diversão (lazer), há tempo para a emoção (vida afetiva) e há tempo para a devoção (vida com Deus). Vida com Deus se concretiza e se desenvolve na comunhão da igreja. Vamos estar nas reuniões da igreja! Vamos levar a família toda na igreja! Vamos caminhar e vencer juntos com a igreja.

7º Falta de Comunhão com Deus – Quando não há comunhão com Deus, todas as áreas da vida ficam afetadas, desordenadas, e passíveis de queda abrupta. Mas a primeira área atingida pelas conseqüências decorrentes da falta de comunhão com Deus é a família. Os pais, ou aqueles são cristãos, devem tudo fazer para levar a família inteira a ter uma vida de comunhão com Deus. Isto porque a família foi criada com um dispositivo espiritual que só permite que ela funcione bem se estiver em comunhão com Deus. Foi assim com a primeira família. Enquanto havia comunhão com Deus, tudo ia ótimo. Mas quando a comunhão foi quebrada, tudo deixou de ficar ótimo e passou a ser péssimo.

 Como quem cuida de algo muito valioso, assim devemos cuidar da nossa família. Ela é como um jardim que Deus nos confiou para que tratemos dela, dando-lhe do nosso melhor. Agindo assim, Deus nos capacitará para sermos bênçãos para  o nosso lar.

Urge que os pais façam uma autocrítica diante de Deus e da sua Palavra e tomem o seu lugar na família, para exercer a liderança que lhes foi outorgada por Deus e tudo façam para recuperar os valores e crenças contidos na Bíblia e sejam canais de vida abundante no seio familiar.

 Vamos estar cuidadosos quanto a este sinais. Vamos buscar em Deus a capacitação espiritual para discernir tudo que não é bom para nossa família e reagir, evitando e arrancando de nossas vidas e famílias todo tipo de malignidade.

 Que Deus abençoe a todo os queridos e suas famílias!

   Ruimar Siqueira Lopes, Pr.

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